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Juliana Turquia
PT

Cisterna da Basílica

Trezentas e trinta e seis colunas debaixo da rua, para guardar a água de uma cidade sitiável.

  • Construídoséculo VI
  • BairroFatih
  • Património Mundial da UNESCO

É infraestrutura, não arquitetura de aparato: uma cidade cercada por água salgada precisava de reservas de água doce, e esta é a maior das centenas de cisternas que existem sob Istambul.

As colunas foram reaproveitadas de edifícios mais antigos, o que se nota — não são iguais entre si. Duas assentam sobre cabeças de Medusa, uma de lado e outra de cabeça para baixo. Ninguém sabe porquê; a explicação mais provável é que eram simplesmente a pedra do tamanho certo.

Está fresco lá em baixo mesmo em agosto, o que faz dela a paragem certa no meio de uma tarde de verão em Sultanahmet.

O que procurar

  • As duas cabeças de Medusa, no canto do fundo — uma deitada de lado, outra ao contrário.
  • A coluna das lágrimas, com o padrão de olhos esculpido, dita em memória dos escravos que morreram na obra.
  • Os capitéis: nenhum combina com o seguinte, porque vieram todos de edifícios diferentes.
  • O silêncio. Trezentas e trinta e seis colunas e água a pingar é o que a cidade soava por baixo.

Antes de ir

  • Quarenta minutos chegam. É pequeno e vê-se todo.
  • Está fresco lá em baixo mesmo em agosto — é a paragem certa no meio de uma tarde de verão.
  • O chão é de passadiço e molhado em partes; calçado com aderência.
  • A luz é muito baixa. Se fotografa, vá preparado para isso e não para flash.